Médico fala sobre estado de saúde de Faustão e dá a notícia: ‘Infelizmente ele n…Ver mais

Faustão em estado crítico: o silêncio da UTI e a batalha pela vida que comove o país
Por trás das portas fechadas de uma das UTIs mais avançadas do Brasil, uma guerra silenciosa está sendo travada. E o protagonista dessa história não é um personagem fictício. É Fausto Silva, o “Faustão”, um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira. Agora, aos 75 anos, ele enfrenta sua luta mais dramática — uma batalha contra o tempo, contra a infecção e contra as limitações do próprio corpo.
Desde o dia 21 de maio, o apresentador está internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O motivo? Uma infecção bacteriana agressiva que evoluiu rapidamente para sepse — uma condição grave e imprevisível, que coloca o organismo em estado de alerta máximo. A vida de Faustão depende, neste momento, de máquinas, medicamentos e do trabalho minucioso de uma equipe médica altamente especializada.
Entubado, respirando com auxílio de ventilação mecânica e recebendo medicamentos para manter a pressão arterial estável, Faustão está sedado, inconsciente. O corpo, já fragilizado por cirurgias complexas e uso contínuo de imunossupressores, responde como pode ao cerco da infecção. “O estado é crítico e requer vigilância constante”, afirma o cardiologista Fernando Bacal, que acompanha o caso de perto. Um segundo especialista foi mais direto: “As chances são mínimas.”
A sala onde está internado virou um campo de batalha: monitores piscam em ciclos contínuos, captando sinais vitais instáveis; antibióticos de última geração são administrados em ciclos intensos, numa corrida para conter a proliferação bacteriana. Cada hora conta. Cada exame pode mudar o rumo do tratamento.
Um histórico médico que desafia a ciência
A atual situação crítica não surgiu do nada. Ela é o desfecho de uma sequência impressionante — e assustadora — de eventos médicos. Só nos últimos dois anos, Faustão passou por quatro transplantes: coração, fígado e dois rins. Um número que surpreende até os médicos mais experientes. “É um caso raro e extremo. O corpo passa a operar sob uma fragilidade constante”, diz um dos infectologistas do hospital.
Em agosto de 2023, veio o transplante cardíaco, após um agravamento de sua insuficiência. Seis meses depois, em fevereiro de 2024, ele recebeu o primeiro rim — que acabou sendo rejeitado. Em maio, um novo rim foi transplantado, doado por um familiar, assim como o fígado recebido dias antes. As cirurgias, embora bem-sucedidas tecnicamente, impuseram um preço alto: o uso contínuo de imunossupressores. Esses medicamentos evitam que o corpo rejeite os órgãos, mas, em contrapartida, derrubam as defesas contra infecções.
Sepse: o inimigo invisível
A sepse não escolhe vítimas com base em fama, fortuna ou prestígio. Ela ataca silenciosamente, transformando uma infecção localizada em um colapso sistêmico. No caso de Faustão, esse colapso é real: rins, fígado e pulmões estão sob ameaça. A equipe médica precisa agir com precisão cirúrgica, balanceando medicamentos, controlando a pressão, protegendo os órgãos vitais.
Qualquer decisão equivocada pode custar caro. “Estamos revisando protocolos diariamente, recalculando dosagens, ajustando tudo conforme a resposta do organismo. É um equilíbrio delicado”, revela uma fonte interna do hospital.
Corredores silenciosos, esperança tensa
Fora da UTI, o clima é de tensão constante. Familiares e amigos evitam declarações públicas, e as visitas são extremamente controladas. O silêncio que predomina nos corredores é quebrado apenas pelo som de passos apressados ou pelo alarme de monitores que sinalizam alterações súbitas.
A cada boletim médico, a nação segura o fôlego. Milhões de brasileiros que cresceram ouvindo os bordões e risadas de Faustão agora acompanham, em silêncio, um drama que parece ainda longe de um desfecho.
Mais que um ícone da TV, um símbolo de resistência
Fausto Silva sempre foi sinônimo de vitalidade. Sua carreira foi marcada por desafios superados, mudanças corajosas e um ritmo incansável. Mas agora, a luta é diferente — é solitária, silenciosa e travada contra um inimigo que não aparece nas câmeras.
Neste momento, a volta à televisão parece um detalhe distante. O que está em jogo não é um projeto, nem um programa. É a vida.
Enquanto médicos se desdobram, e a família mantém a fé, uma pergunta ecoa dentro e fora do hospital: será que a força que levou Faustão ao topo será suficiente para trazê-lo de volta?
