Coube aos médicos darem triste notícia ao Brasil sobre Faustão, ele… Ver mais

Faustão entre a vida e a morte: Brasil acompanha com angústia a batalha mais difícil do apresentador
Por trás dos holofotes, um silêncio dramático domina os corredores do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ali, longe dos aplausos e câmeras, Fausto Corrêa da Silva, o eterno Faustão, trava sua luta mais delicada: a pela vida.
Aos 75 anos, o apresentador — que durante décadas fez parte das tardes e noites do brasileiro com sua voz inconfundível e irreverência marcante — enfrenta um quadro clínico que inspira atenção e, acima de tudo, preocupação. Internado desde 21 de maio, Faustão está sob cuidados intensivos após uma infecção bacteriana aguda evoluir para sepse — uma resposta inflamatória generalizada e extremamente perigosa, que pode levar à falência de múltiplos órgãos.
O agravamento do caso aconteceu de forma silenciosa, porém avassaladora. Em um único e decisivo dia, ele foi submetido a dois procedimentos de altíssimo risco: um retransplante de rim e um transplante de fígado. Intervenções que, por si só, exigem complexidade cirúrgica, mas que, somadas à infecção e ao histórico clínico do paciente, formam uma combinação que desafia até os limites da medicina moderna.
Em entrevista recente a um podcast, o cardiologista Elisiário Júnior — ainda que não faça parte da equipe médica de Faustão — foi categórico: “É um quadro extremamente grave. As chances de recuperação são, infelizmente, muito pequenas.”
A fala direta do especialista é um balde de água fria na esperança dos fãs, mas traz à tona a realidade de um corpo fragilizado por sucessivos embates. Em apenas dois anos, Faustão passou por quatro transplantes: um coração novo, um rim, e agora, um novo rim e fígado. Cada cirurgia exige a administração de imunossupressores — medicamentos indispensáveis para evitar a rejeição dos órgãos —, mas que abrem uma perigosa brecha para infecções oportunistas.
E é exatamente esse o dilema médico: proteger os órgãos recém-transplantados, sem permitir que a sepse volte a ganhar terreno.
Enquanto os antibióticos de amplo espectro combatem uma infecção resistente, o organismo de Faustão trava uma batalha silenciosa. “Quanto mais órgãos transplantados, mais sensível fica o sistema imunológico. É como jogar xadrez contra o tempo — e contra bactérias cada vez mais resistentes”, explicou o especialista.
Sepse não é uma palavra qualquer. É uma urgência médica que pode progredir rapidamente, levando à falência de pulmões, rins, fígado e até do coração. E em um paciente idoso, já debilitado, os riscos se multiplicam exponencialmente. O uso contínuo de medicamentos poderosos também traz consequências imprevisíveis — como a possibilidade de novas infecções surgirem ou mesmo de os órgãos não resistirem à pressão.
Apesar disso, uma pequena chama de esperança ainda queima. De acordo com Elisiário Júnior, há sinais de que a infecção está, por ora, “um pouco controlada”. Mas ele alerta: “Não se trata apenas de controlar a infecção. O corpo precisa assimilar dois órgãos novos, manter as funções vitais e resistir a uma série de medicamentos. É um esforço sobre-humano.”
Enquanto isso, do lado de fora da UTI, o Brasil inteiro assiste à cena com o coração na mão.
As redes sociais foram inundadas por mensagens de apoio. Fãs, amigos e artistas prestam homenagens e enviam energias positivas. A comoção é nacional. Faustão não é apenas um apresentador; é uma memória afetiva coletiva. Seu jeito único, os bordões inesquecíveis, os domingos marcados pela dança dos famosos e pelos concursos inusitados, fazem parte do imaginário popular.
Desde que deixou a televisão, Faustão tem enfrentado uma série de desafios médicos com uma dignidade comovente. Pouco falou publicamente sobre sua saúde, mas sempre manteve o tom otimista e sereno, mesmo diante dos diagnósticos mais severos. Sua última aparição foi marcada pela mesma coragem que agora é exigida, mais do que nunca, nos bastidores hospitalares.
As próximas horas serão decisivas.
Os médicos mantêm o tratamento intensivo, atentos a qualquer sinal que indique melhora — ou complicações. O organismo segue em estado de alerta, cada pequeno avanço é uma vitória. E cada recuo, um risco real. Ainda que o prognóstico seja reservado, a torcida não para de crescer.
O que está em jogo agora é mais do que a recuperação de uma figura pública. É a sobrevivência de um símbolo. A luta de Faustão, que sempre foi um gigante da TV, agora é travada no silêncio das máquinas, das seringas, das monitorizações constantes. Um capítulo dramático que coloca o país inteiro na expectativa.
Resta esperar. E torcer. Porque, como Faustão sempre dizia ao encerrar seus programas: “Quem sabe faz ao vivo!” E o Brasil inteiro, em uníssono, espera que ele saiba — e consiga — mais uma vez, vencer.
