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M0rre o advogado Marcelo Sartori, filho do ex-presidente do TJSP, após cair de…Ver mais

Tragédia no Céu: A Morte de Marcelo Levy Garisio Sartori e os Mistérios do Acidente em Boituva

Em uma tarde que parecia promissora para a prática de um esporte que desafia os limites da adrenalina e da coragem, uma tragédia chocou o Brasil. O advogado Marcelo Levy Garisio Sartori, de 46 anos, perdeu a vida em um acidente fatal durante um salto de paraquedas no Centro Nacional de Paraquedismo de Boituva, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira, 29 de agosto. O episódio, que ocorreu em um dos centros mais renomados para a prática do esporte no país, gerou uma onda de comoção que atravessou as fronteiras do meio jurídico e do paraquedismo, deixando mais perguntas do que respostas.

Marcelo, filho do desembargador aposentado Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, era um nome respeitado no universo jurídico. Sócio-administrador do escritório Levy Sartori Advogados Associados, ele sempre teve uma vida multifacetada, onde a advocacia se misturava com uma intensa paixão por atividades que desafiavam o físico e a mente. Em suas redes sociais, ele se descrevia de maneira descontraída: “advogado, paraquedista, churrasqueiro, guitar player, bodybuilder, marido da Deinha e pai da Luiza”. Entre os saltos de paraquedas e as apresentações de guitarra, o esporte sempre ocupou um lugar especial em sua vida, e o céu foi o palco de sua última jornada.

Mas o que aconteceu durante aquele salto? Como um homem tão experiente, tão apaixonado por sua prática, pôde encontrar o destino trágico que o aguardava naquele dia? As circunstâncias exatas do acidente ainda permanecem envoltas em mistério. Será que uma falha no equipamento ou uma mudança repentina nas condições climáticas contribuíram para o fim abrupto de sua vida? Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre as causas do acidente. No entanto, a investigação está em andamento, e tudo será minuciosamente analisado para tentar entender o que realmente ocorreu.

O Centro Nacional de Paraquedismo de Boituva, o local da tragédia, é considerado a meca do esporte no Brasil. Anualmente, milhares de saltos são realizados com sucesso, e a cidade atrai tanto profissionais experientes quanto iniciantes em busca de sensações extremas. No entanto, essa não é a primeira vez que o local se vê envolvido em um acidente fatal. Apenas algumas semanas antes, no início de agosto, o empresário mineiro Thomas Storino Britis, de 44 anos, também perdeu a vida no mesmo centro, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas. As coincidências estão longe de passar despercebidas, e uma pergunta paira no ar: seria esse o reflexo de uma falha nos protocolos de segurança?

Com dois acidentes fatais em menos de um mês, a preocupação com a segurança em Boituva se intensifica. A cidade, que há anos é reconhecida como um dos principais polos do paraquedismo brasileiro, precisa agora se deparar com um dilema sobre a eficácia de suas normas e a fiscalização dos saltos. Embora a infraestrutura do centro seja amplamente elogiada, e a maioria dos saltos seja realizada sem maiores incidentes, a gravidade das mortes traz à tona uma questão crucial: será que os procedimentos estão sendo seguidos com rigor suficiente para garantir a segurança de todos os envolvidos?

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) se manifestou com pesar diante da morte de Marcelo. Em uma nota oficial, a entidade expressou suas condolências à família, amigos e colegas, e lamentou profundamente a perda de um profissional tão admirado no meio jurídico. “Neste momento de dor, a diretoria da Ordem paulista e toda a comunidade manifestam suas sinceras condolências à família, amigos e colegas”, dizia o comunicado, refletindo a tristeza coletiva de todos que conheciam e respeitavam o advogado.

O velório de Marcelo Levy Garisio Sartori ocorrerá neste sábado, 30 de agosto, no Funeral Velar Morumbi, na capital paulista. Amantes do paraquedismo, colegas de profissão e amigos estarão presentes para prestar as últimas homenagens ao homem que, além de advogado, era um apaixonado pelo esporte, um pai dedicado e um marido atencioso. Seu legado vai além da sua trajetória profissional; ele será lembrado por sua vivacidade, sua busca constante por desafios e sua capacidade de viver intensamente cada momento.

Mas, enquanto familiares e amigos se despedem, o mistério sobre as causas da tragédia segue sem solução. As investigações avançam, mas o que está por trás dessa sequência de fatalidades em Boituva? Seriam os protocolos de segurança realmente suficientes para a grande quantidade de saltos realizados anualmente? Ou há falhas que precisam ser urgentemente corrigidas? As respostas podem demorar, mas uma coisa é certa: Boituva, agora mais do que nunca, está sob o olhar atento de todos, e o esporte que tanto amam começa a ser questionado.

Marcelo Levy Garisio Sartori se foi de maneira trágica, mas sua paixão pela vida, pelo esporte e pela sua família permanecerá viva. A pergunta que fica no ar é: o que mais precisa acontecer para que as falhas de segurança em Boituva sejam resolvidas? Até que ponto a busca pela adrenalina pode ir antes de que algo dê errado? A morte de Marcelo, embora um evento isolado em sua vida, levanta questões muito maiores sobre a prática do paraquedismo no Brasil e sobre a segurança dos praticantes. Uma coisa é certa: o salto de paraquedas nunca mais será o mesmo para quem o pratica.