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Mistério em Bananal: Cavalo Mutilado Choca o País e Acende Alerta Contra Crueldade Animal
Por trás de uma estrada de terra, em um cenário bucólico do interior paulista, esconde-se uma cena de horror que parece saída de um pesadelo. Um cavalo encontrado com as patas decepadas reacendeu, com força, o debate sobre maus-tratos e impunidade. A pergunta que não quer calar: o animal ainda estava vivo quando foi mutilado?
A cidade de Bananal, no interior de São Paulo, foi palco de um episódio que tem causado comoção nacional. No último fim de semana, um cavalo foi encontrado morto em uma vala, com as patas decepadas brutalmente a golpes de facão. O caso, de uma violência chocante, caiu como uma bomba nas redes sociais, mobilizando ativistas, autoridades e a opinião pública. Agora, enquanto a Polícia Civil tenta desvendar as circunstâncias da morte do animal, cresce a pressão por justiça — e por respostas.
A brutalidade do crime e a frieza dos detalhes que vieram à tona lançam um manto de mistério e indignação sobre a cidade. O tutor do animal, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, confessou ter sido o responsável pela mutilação. No entanto, a alegação apresentada em depoimento deixou ainda mais dúvidas no ar. Segundo ele, o cavalo já estaria morto no momento em que teve as patas cortadas.
“O autor disse que o cavalo não conseguiu subir uma ladeira, morreu de exaustão e, só então, ele decepou as patas”, relatou o delegado Rubens Luiz Fonseca Melo, responsável pela investigação.
Mas essa versão é contestada pelos investigadores, que agora se concentram em descobrir se o animal ainda estava vivo no momento da agressão. Se for confirmado que a mutilação foi feita em vida, o jovem poderá responder por crime de maus-tratos com agravantes, podendo pegar pena ainda mais severa.
Caminhada Mortal: 14 Km Até a Exaustão
De acordo com a investigação, o cavalo teria percorrido cerca de 14 quilômetros por terrenos íngremes, com subidas exaustivas, durante uma cavalgada que precedeu a tragédia. O esforço extremo pode ter levado o animal ao colapso, uma situação que, por si só, já configura maus-tratos, segundo os especialistas.
O que aconteceu após a morte — ou suposta morte — do cavalo é igualmente perturbador. Andrey contou que, com a ajuda de um amigo da família, amarrou o corpo do animal com uma corda e o arrastou por aproximadamente 760 metros com um carro, até jogá-lo em uma vala de difícil acesso. Um ato que, de acordo com ativistas, demonstra total desprezo pela vida e pela dignidade do animal.
Perícia Crucial Acontece Nesta Quarta-feira
Nesta quarta-feira, 20 de agosto, uma nova perícia será realizada em Bananal. A operação contará com o apoio de policiais civis de São José dos Campos e de uma equipe especializada de médicos-veterinários. A missão principal é esclarecer de uma vez por todas se o cavalo já estava morto quando foi atacado com o facão.
“Só o médico-veterinário tem condições técnicas de dizer se os ferimentos foram causados antes ou depois da morte. Isso muda tudo no inquérito”, explicou a veterinária Luana Tavares Chaves, que coordena os exames.
A primeira tentativa de perícia, realizada na terça-feira, enfrentou diversos obstáculos. O corpo do cavalo estava em uma área de acesso precário, o que dificultou o trabalho dos peritos. Mesmo assim, os primeiros indícios foram reveladores: além das patas decepadas, o corpo apresentava outros ferimentos de faca, incluindo cortes na região abdominal — feridas que reforçam a suspeita de agressão em vida.
Justiça Animal em Xeque
A repercussão do caso ultrapassou as fronteiras de Bananal. Nas redes sociais, internautas exigem justiça e questionam como atos tão bárbaros ainda possam ocorrer em pleno século 21. Organizações de proteção animal já se mobilizam para acompanhar o desfecho da investigação e garantir que, desta vez, a punição esteja à altura do crime.
Para o delegado Rubens Melo, a investigação ainda está em curso, mas já existem elementos suficientes para tipificar o crime como maus-tratos. A diferença entre a negligência e a crueldade ativa, no entanto, só poderá ser determinada com base no laudo da nova perícia.
“Se o animal morreu de exaustão, já houve crime. Mas se foi mutilado ainda com vida, falamos de um nível de crueldade muito maior, e isso tem que ser punido com rigor”, destacou o delegado.
Um Grito por Vozes que Não Podem Falar
Enquanto as autoridades trabalham para decifrar os últimos momentos daquele cavalo, uma certeza já se impõe: a violência contra animais continua sendo uma chaga aberta no Brasil. E cada caso como esse escancara não só a dor dos que não podem se defender, mas também a urgência de uma legislação mais dura, de uma fiscalização mais presente — e de uma sociedade mais consciente.
O Brasil assiste, estarrecido. Resta saber agora: até quando a barbárie encontrará espaço em silêncio?
